quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

"Qualquer gesto que contrarie a democracia será punido", garante o presidente Lula

 


O presidente Lula (PT) realiza na tarde desta quarta-feira (11) uma reunião com o presidente do Senado Federal em exercício, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e outros parlamentares.

A reunião acontece três dias depois de terroristas bolsonaristas invadirem e depredarem as sedes dos Três Poderes, em Brasília, no domingo (8). Simbolicamente, os parlamentares entregaram a Lula na reunião o decreto que aprova a intervenção federal na área de Segurança Pública do Distrito Federal.

O presidente garantiu que todos os responsáveis por atentados à democracia serão punidos na forma da lei e revelou que não queria ter decretado uma intervenção federal na Segurança Pública no Distrito Federal. Ele sinalizou, no entanto, que quem estava no comando da segurança - o ex-secretário Anderson Torres - "não estava disposto a conversar" porque "fazia parte" do movimento de terrorismo que atacou Brasília. "Qualquer gesto que contrarie a democracia brasileira será punido dentro daquilo que a lei permite punir. Todo mundo terá direito de se defender, terá direito à prova da inocência, mas todo mundo será punido. (...) Eu não gostaria de ter feito uma intervenção. Gostaria de ter feito isso conversando. Mas as pessoas que estavam lá não estavam dispostas sequer a conversar, porque eles faziam parte daqueles que estavam praticando vandalismo no Brasil".

Lula agradeceu aos parlamentares pela aprovação da intervenção e elogiou a imprensa pela cobertura dos atentados. "Meu papel aqui é só de agradecimento aos senadores, senadoras, deputados e deputadas pelo gesto de vocês terem aprovado a decisão que nós tomamos de intervenção na polícia do DF. Quero também agradecer o comportamento da imprensa na cobertura dos fatos". 

O presidente afirmou preferir ver os atos de domingo como atitudes de "pessoas alopradas", e não como uma tentativa de golpe de estado. "Eu até gostaria de não pensar em um golpe, gostaria de pensar em uma coisa menor, quem sabe um grupo de pessoas alopradas que ainda não entenderam que a eleição acabou, que não querem aceitar que a urna eletrônica é possivelmente o modelo eleitoral mais perfeito que a gente tem em todos os países do mundo. Eu sei porque viajo muito e em todos lugares em que a gente conta como funciona o processo eleitoral aqui no Brasil todo mundo fica com inveja porque a gente pode saber do resultado apenas duas horas depois das eleições. Em pouquíssimos momentos da história houve qualquer questionamento sobre o resultado eleitoral. Eu já participei de muitas eleições e nunca houve qualquer questionamento".

"Lamentavelmente, o presidente que deixou o poder não quer reconhecer a derrota. Ainda hoje eu vi declarações dele não reconhecendo a derrota. Ou seja, eu só posso considerar um grupo de aloprados, grupo de gente com pouco senso de ridículo, porque já entraram na Justiça e a Justiça já disse qual foi o resultado eleitoral, já indeferiu o processo deles e ainda condenou o partido que entrou com o questionamento a pagar uma multa grandiosa. Mesmo assim, tem gente que quando conta a primeira mentira não consegue mais parar, porque é preciso justificar a primeira mentira para o resto da vida. É o que está acontecendo nesse país', completou.


Inf. 247

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