terça-feira, 8 de junho de 2021

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho é indiciado por corrupção pela PF

 


Líder do governo Bolsonaro (sem partido) no Senado, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) foi indiciado pela Polícia Federal acusado de ter recebido proprina de R$ 10 milhões de empreiteiras quando foi ministro do governo Dilma. 

A informação com a conclusão do inquérito da Polícia Federal foi enviada, nesta terça-feira (8), ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além do senador, a PF também indiciou o deputado Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE), que é filho do senador. Eles foram indiciados pelos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. Após encaminhar a decisão, a PF solicitou bloqueio de 20 milhões nas contas de ambos.

No relatório do inquérito, a PF afirma "haver provas suficientes da materialidade de diversas práticas criminosas nos eventos investigados neste inquérito, notadamente com relação à prática dos delitos de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, associação criminosa, falsidade ideológica e omissão de prestação de contas".

De acordo com o documento entregue à Corte, “restou demonstrado que Fernando Bezerra de Souza Coelho e Fernando Bezerra de Souza Coelho Filho receberam direta e indiretamente R$ 10.443.900,00 pagos pelas empreiteiras OAS, Barbosa Mello e Constremac/Mendes Junior entre os anos de 2012 a 2014".

"Ocorre que tais vantagens são indevidas eis que realizadas em contrapartida à execução de obras atreladas ao Ministério da Integração Nacional, à época em que o primeiro estava à frente do órgão", acrescenta. O caso ficará sob cuidados da Procuradoria-Geral da República (PGR) que deverá decidir se apresenta denúncia contra o senador ou se arquivará.

Em nota enviada ao G1, a defesa do senador afirmou que o relatório final é uma opinião isolada. Confira: 

"A defesa do senador Fernando Bezerra Coelho esclarece que o relatório final do inquérito 4513 não passa de opinião isolada do seu subscritor, que, inclusive, se arvora em atribuições que sequer lhe pertencem, sem qualquer força jurídica vinculante. Essa investigação, nascida da palavra falsa de um criminoso confesso, é mais uma tentativa de criminalização da política, como tantas outras hoje escancaradas e devidamente arquivadas", diz a nota, assinada pelos advogados André Callegari e Ariel Weber.

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