terça-feira, 1 de dezembro de 2020

De olho no Primeiro cenário de 22



Como no Brasil a próxima eleição começa quando acaba a última, já é possível delinear um cenário para 2022 em Pernambuco? Ao manter a Prefeitura do Recife em sua estrutura de poder, evidentemente que o PSB saiu fortalecido. Seu candidato natural a governador é o prefeito Geraldo Júlio, que tem pela frente problemas que fogem da alçada política derivando para a judicial. São seis operações da Polícia Federal em seu lombo, que andam, com graves consequências.

Geraldo tem a seu desfavor também sua fraca e inoperante gestão, passando dos 60% de reprovação, sem tempo hábil para se recuperar. Vai depender do desempenho de João Campos no seu primeiro ano, que não será nada fácil diante da situação de dificuldades financeiras da Prefeitura. Some-se a isso o fato de não contar com apoio do Governo Federal e a má vontade do presidente Bolsonaro.

Do lado da oposição, três nomes saíram fortalecidos das urnas: Miguel Coelho (MDB), prefeito de Petrolina; Raquel Lyra (PSDB), prefeita de Caruaru; e, por fim, Anderson Ferreira, prefeito de Jaboatão dos Guararapes. Ainda incipiente, sem fazer nenhum tipo de movimentação, nem assumir a possibilidade, o ministro José Mucio Monteiro, que antecipou em um ano e nove meses sua aposentadoria do Tribunal de Contas da União, é uma alternativa corrente apenas hoje nos bastidores.

Bom gestor, revelação política no Estado, Miguel Coelho tem dois grandes desafios a enfrentar: a questão política-geográfica (um nome do Interior e de município distante, no Vale do São Francisco, já divisa com a Bahia) e a sorte do pai, o senador Fernando Bezerra Coelho, que deve ir à reeleição, mas não se sabe por onde. Anderson também é fato novo em gestão pública, mas seu grupo ainda é pequeno e precisa de mais amplitude, acima do universo evangélico.

Já Raquel Lyra, geograficamente, está bem mais próxima do eleitorado urbano da Região Metropolitana e sairia forte numa região com cerca de 1,5 milhões de eleitores, o entorno de Caruaru. Pesa o fato de ser mulher, filha de ex-governador, bem avaliada como gestora. Por fim, Marília Arraes merece um capítulo à parte. Saiu derrotada eleitoralmente, mas conquistou um capital político: 348,126 mil votos na capital.

Armando Monteiro e Mendonça Filho, o primeiro sem partido e o segundo do DEM, são nomes presentes na memória do eleitor, com densidade eleitoral, mas talvez estejam fora de 2022 por virem de seguidas derrotas eleitorais no Recife e no Estado. Certamente, entretanto, serão atores importantes na discussão de um projeto alternativo da oposição.

No caso de Marília, tem pela frente a necessidade, se quiser de fato a entrar no jogo, de mudar de legenda. O PT foi o seu grande inimigo e está, literalmente, varrido do mapa do poder no País. Para onde ela iria, eis a grande questão. Teria que optar por uma legenda de centro-esquerda e começar a trabalhar, em tese, a unidade das oposições.

Magno Martins

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