terça-feira, 2 de junho de 2020

Gráficos não amparam a flexibilização de atividades


Os gráficos apresentados pelos auxiliares do governador Paulo Câmara na tentativa de justificar a flexibilização da atividade econômica podem trair a própria iniciativa. O Estado se ampara na redução do percentual de casos de Covid-19 em relação aos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Porém, não há qualquer garantia de uma reversão da curva.
Por exemplo, a solicitação de atendimento SRAG (com UTI e enfermaria) caiu de 2.101 casos para 1.866 no intervalo de uma semana, no caso entre a 21ª e a 22ª semanas do ano. Porém, na 20ª semana, esse número era de 1.843, o que significa dizer que voltamos ao patamar de duas semanas, e que não, necessariamente, retrocederemos.
A média diária na solicitação de UTI e enfermaria bateu 298 casos há cinco dias e hoje soma 260. Desde o dia 11, o Estado estava acima desse patamar, o que novamente pode sugerir um piso, ao invés de um princípio de redução.
Um quadro assim nos mostra que a flexibilização tende a ser um erro que o governador está prestes a cometer, mas a pressão da última semana pode ter sido decisiva. Afinal, enquanto ele se recuperava da Covid-19 em casa, a Polícia Federal bateu à porta da Prefeitura do Recife e apreendeu o celular do secretário de saúde, com suspeitas gravíssimas de irregularidades em dispensas de licitação.


Além disso, o fato de outros governadores já terem anunciado desde a semana passada seus planos de retomada da economia jogou mais pressão em Paulo. Além, claro, do próprio interesse de alguns auxiliares, como o assessor especial Antônio Figueira, cuja família é ligada à área hospitalar, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, ligadíssimo ao ramo de concessionárias.
Magno

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