segunda-feira, 25 de março de 2019

Fogo Cruzado com Inaldo Nampaio

GOVERNO SEM PROJETO
Atacado pelo ministro Sérgio Moro (Justiça), pelo vereador Carlos Bolsonaro (RJ) e pelo próprio presidente Jair Bolsonaro por causa de um suposto atraso na tramitação da reforma previdenciária, o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao jornal “O Estado de São Paulo” deste domingo (24) que o governo não tem projeto para o Brasil, além da reforma da Previdência. “É um deserto de ideias e se tem propostas, eu não as conheço. Qual é o projeto do governo Bolsonaro além da reforma da Previdência? Não se sabe”.
Confira:
Por que o senhor decidiu abandonar a articulação da reforma da Previdência?
Maia – Apenas entendo que o governo eleito não pode terceirizar sua responsabilidade. O presidente precisa assumir sua liderança, ser mais proativo. O discurso dele é: sou contra a reforma, mas fui obrigado a mandá-la ou o Brasil quebra. Ele dá sinalização de insegurança ao Parlamento. Ele tem que assumir o discurso que faz o ministro Paulo Guedes. Hoje, o governo não tem base. E não sou eu que vou organizar a base. O presidente da Câmara, sozinho, em uma matéria como a reforma da Previdência, não tem capacidade de conseguir 308 votos.
Mas o senhor continua à frente da articulação?
Maia – Dentro do meu quadrado, sim. Agora, acho que quanto mais eles tentam trazer para mim a responsabilidade do governo, mais está piorando a relação com o Parlamento. O governo precisa vir a público de forma mais objetiva, com mais clareza e com mais energia para a votação da reforma.
O que o presidente Jair Bolsonaro precisa fazer?
Maia – O presidente precisa construir um diálogo com o Parlamento, com os líderes, com os partidos. Não pode apenas declarar que o meu diálogo (com os parlamentares) é pelo “toma lá, dá cá”. A gente tem que parar com essa conversa. Como o presidente vê a política? O que é a nova política para ele? Ele precisa colocar em prática a nova política. Tanto é verdade que ele não colocou que tem (apenas) 50 deputados na base. Faço o alerta: se o governo não organizar sua base, se não construir o diálogo com os deputados, vai ser muito difícil aprovar a reforma da Previdência. O ciclo dos últimos 30 anos acabou e agora se abre um novo ciclo. Ele precisa saber o que colocar no lugar. O Executivo precisa ser um ator ativo nesse processo político.
E não está sendo?
Maia – De forma nenhuma. Ele está transferindo para a presidência da Câmara e do Senado uma responsabilidade que é dele. Então, ele fica só com o bônus e eu fico com o ônus de ganhar ou perder. Se ganhar, ganhei com eles. Se perder, perdi sozinho. Isso, para a reforma da Previdência, é muito grave. Não é uma votação qualquer para você falar “leva que o filho é teu”. Não é assim. É uma matéria que será um divisor de águas, inclusive para o governo Bolsonaro. Então, ele precisa assumir protagonismo. Foi isso o que eu falei. Não vou deixar de defender as coisas nas quais tenho convicção porque brigo com A, B ou C. Meu papel institucional não é usar a presidência da Câmara para ameaçar o governo.
A SURPRESA DO PRESIDENTE
Em viagem oficial ao Chile na última sexta-feira (22), Bolsonaro tomou um susto ao ser informado das declarações de Rodrigo Maia de que ele precisa fazer política se quiser aprovar a reforma da previdência. Ao lado do presidente Sebastian Piñera, disse que iria procurar o deputado para conversar assim que voltasse (sábado) ao Brasil. “Eu não dei motivo para ele sair (da articulação política). Mas vamos conversar. Você (dirigindo-se ao repórter) nunca teve uma namorada? Quando ela quis ir embora, você fez o quê? Não a chamou para conversar?”.
PÉ NA ESTRADA
Dos novos integrantes da bancada federal pernambucana, nenhum andou mais até agora pelo interior do Estado que Fernando Monteiro (PP). Só no último final de semana ele visitou os municípios de João Alfredo, Pedra, Sanharó, Gravatá, Lajedo e Buíque, além de ter recebido, em Brasília, diversos prefeitos do seu grupo, entre eles Dannilo Godoy (Bom Conselho).

PPS AGORA É “CIDADANIA
Reunido neste final de semana, em Brasília, o diretório nacional do PPS decidiu trocar de nome. Agora se chama “Cidadania” segundo tomada pelo congresso extraordinário do partido. Segundo o deputado Rubens Bueno (PR), “hoje os partidos políticos têm um desgaste natural aqui e no mundo. Então é normal que haja uma mudança, até para atender aos movimentos que vieram para dentro do partido, como o ‘Renova Brasil’ e o ‘Agora’”, disse o parlamentar. Um dos principais defensores da mudança foi o líder da bancada na Câmara, deputado Daniel Coelho (PE).
A LOGOMARCA
Presidente do PPS há 23 anos, o ex-deputado Roberto Freire declarou que o próximo passo do partido será a escolha da sua logomarca, “ouvindo o máximo de especialistas, com o mínimo de recursos possível”, para depois enviá-la para conhecimento dos diretórios regionais.


Inf. Fogo Cruzado

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