domingo, 14 de abril de 2019

A lentidão da justiça brasileira


A sempre célebre Justiça Eleitoral. Processo de prefeita presa em 2012 está parado no TSE há mais de um ano.
Dias Toffoli diz que Justiça eleitoral é rápida Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo
Da Época - Por Guilherme Amado

A lentidão da Justiça eleitoral na apuração de processos tem perpetuado no poder políticos condenados em segunda instância por crimes variados. Um dos casos é o da atual prefeita de São João da Barra, no Noroeste do Rio de Janeiro. Carla Machado foi presa em 2012 pela Polícia Federal em uma operação na cidade, acusada de compra de votos durante o período eleitoral.

Sem resolução no processo judicial até 2016, ela saiu vitoriosa na eleição daquele ano. Veio a condenação com inelegibilidade, em primeira e segunda instâncias, em março de 2017. 

No entanto, em março de 2018, foi publicado um efeito suspensivo da condenação, através de embargo de declaração concedido de forma monocrática pelo então presidente em exercício do TRE.


Agora, o processo está há mais de um ano no TSE, sem ter sido julgado. Já trocou de gabinetes e, desde fevereiro de 2019, é de responsabilidade de Og Fernandes.

Como a próxima eleição é no ano que vem, ainda dá tempo de o TSE, sempre célere, na visão de Dias Toffoli, correr atrás do prejuízo.

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