quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Fernando de Noronha proíbe a entrada de plástico na ilha


Representantes da plataforma de educação ambiental “Menos um lixo” e a empresa Iônica Consultoria de Inovação Socioecológica desembarcaram em Fernando de Noronha para apoiar a ilha na busca de soluções que objetivam o cumprimento do decreto que proíbe a entrada, comercialização e uso de plásticos descartáveis no arquipélago, publicado em dezembro do ano passado.
Esse trabalho envolverá todos os setores da sociedade, públicos e privados. O administrador da ilha, Guilherme Rocha, firmou parceria por meio de protocolo de intenções para iniciar os trabalhos de sensibilização entre a administração, as empresas, turistas e a sociedade em geral.
“Colocamos em prática a parceira que a gente firmou com a “Menos um Lixo” e a Iônica, duas empresas especialistas nessa questão do meio ambiente e do plástico zero. E que vão nos ajudar muito na conscientização junto à comunidade que nos procura”, disse o administrador.
Dois encontros aconteceram no auditório da Atalaia com consultores da plataforma e a da Iônica, representantes da administração, dos bares e restaurantes, empresários e conselheiros distritais. A ideia foi construir um plano de ação com o objetivo de identificar e mapear os principais desafios e oportunidades, dentro de dos eixos temáticos de comunicação e educação.
Fê Cortez, ativista ambiental e defensora da ONU Meio Ambiente e conselheira do Greenpeace Brasil, que também faz parte da “Menos um Lixo”, promoveu o workshop intitulado “Um oceano de vida”, mostrando a problemática no plástico no planeta, que afeta a vida marinha e terrestre.
Em seguida, Úrsula Araújo promoveu atividades interativas entre os participantes. Tudo vai ser incorporado no processo do plano de ação.
“A ideia da vinda a Fernando de Noronha é a de implementar e ter um case brasileiro muito distinto de tudo o que a gente tem visto em relação a proibição de plástico e descartável. A ideia de estar na ilha é ajudar a população a criar as soluções específicas. O meu papel nessa visita é inspirar e facilitar rodas de diálogos para que propositivamente, juntos, com todos os envolvidos, desenhemos a melhor solução para cada parte dessa nova forma sistêmica que vai precisar existir aqui na ilha para comercialização e consumo de plástico descartável”, disse Fê Cortez.
“Se a gente não mudar o consumo de plástico descartável, teremos mais plásticos do que peixes nos oceanos em 2050, a campanha da ONU foi lançada, que é o Mares Limpos, e várias ações estão sendo tomadas para que a gente diminua a quantidade de plástico que chega nos oceanos e para que a gente consiga viver enquanto sociedade de outra maneira”, acrescentou.

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