terça-feira, 4 de setembro de 2018

No país do ‘faturo’, até o passado é exterminado

Josias de Souza
Há três meses, o Museu Nacional, situado no Rio, fez aniversário de 200 anos. Não compareceu às festividades o prefeito da cidade. Nem sinal do governador. Nenhum ministro. Presidente da República, nem pensar. A instituição pegou fogo. Lamentaram o incêndio o prefeito, o governador, ministros e o presidente da República. Repete-se no episódio do incêndio do museu um fenômeno comum na política brasileira: a lamentação depois do fato.
Prolifera nas redes sociais um outro fenômeno típico da cleptocracia nacional: o jogo de empurra. Trava-se uma guerra ideológica em torno das cinzas. Quem olha de longe percebe que o descaso com a memória nacional não é um problema de esquerda nem de direita. O problema real é a meia dúzia que se reveza por cima, zelando para que as verbas públicas, extraídas do bolso dos que estão por baixo, continuem saindo pelo ladrão.
Há no Brasil pouco mais de 3.100 museus cadastrados. A maioria é pública: 67%. O Museu Nacional é de responsabilidade da União. Antes de virar cinzas, fora fechado ao público por um período, em 2015. Faltou dinheiro até para a limpeza. O Museu do Ipiranga, custeado pelo governo de São Paulo, foi fechado para reformas em 2013. Caía aos pedaços. Só será reaberto em 2022. Nenhuma sociedade chega a esse estágio do dia para a noite. O Brasil é um país civilizado da boca para fora. Insatisfeito em aniquilinar o futuro, o país já destrói até o seu passado.
Magno

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