terça-feira, 17 de julho de 2018

PSB-PE decidido a apoiar petista

Mesmo com a tendência de o PSB apoiar Ciro Gomes (PDT) para a Presidência da República, o governador Paulo Câmara (PSB) já escolheu o ex-presidente Lula (PT) como seu candidato. Nos bastidores, os socialistas pernambucanos não falam em dissidência e, sim, na hipótese de o diretório nacional liberar os estados para acordos regionais. Dessa forma, seria reeditado, em Pernambuco, o embate de 2006, quando Lula teve dois palanques no Estado, com o PSB de Eduardo Campos e o PT de Humberto Costa. No entanto, dessa vez, o PTB do senador Armando Monteiro Neto (PTB) também apoia o ex-presidente, apesar de não ter compromisso com o PT.

Em entrevista à Folha de Pernambuco, no domingo, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, desconsiderou a hipótese de Paulo abrir dissidência, caso o apoio do PSB a Ciro Gomes seja formalizado. "Não acredito que (Paulo Câmara) se isole, porque, na hora H, ele vai ter que acatar a decisão da maioria", ponderou. Ao contrário do PT, o PDT já fez gestos para o PSB em vários estados do País onde os socialistas têm candidaturas próprias.

"Na verdade, o que o governador falou é do posicionamento de Pernambuco dentro do cenário interno do partido. A decisão só será conhecida no final do processo, no dia 5. Mas o governador foi muito claro, externou suas posições, a gente tem profundo respeito pelo PDT, por Ciro, mas nesse momento o mais importante é construir aliança com o Partido dos Trabalhadores", estabeleceu o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.

Questionado sobre a permanência da candidatura de Marília em Pernambuco, Sileno afirmou que "o entendimento que se busca é de partidos a nível nacional, para o Brasil". "O governador não condicionou à presidente Gleisi Hoffmann, em nenhum momento, a retirada da candidatura de quem quer que seja. (A retirada da candidatura petista no Estado) seria uma consequência nacional, que pode ocorrer ou não", acredita. Dessa forma, a tendência é que Paulo e Marília disputem a eleição com o apoio de Lula e, em troca, o PSB liberaria os estados, enfraquecendo Ciro Gomes.



O líder do governo na Assembleia Legislativa, Isaltino Nascimento (PSB), vai na mesma linha de Lupi e avalia que a liberação dos estados não deve ser uma opção para o seu partido. "A decisão é de apoiar o PT e Lula. Mas acho que a 'não-opção' não é opção. Partido que quer ter dimensão nacional tem que apoiar alguém. Ou caminha com Lula ou com Ciro”, disse.

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) também advoga pelo entendimento em torno de um nome. "Dissidência nunca tem. O PSB se entende. (No PSB) tem a tendência de apoiar o Ciro Gomes. Até o PT tem essa tendência. Mas primeiro o PSB e o PT têm que se entender para escolher um nome, seja um socialista, um petista ou o próprio Ciro Gomes", afirma.

Por outro lado, o deputado federal Felipe Carreras (PSB), na última sexta, deixou claro que não vai votar em Lula ou em qualquer candidato indicado pelo PT, abrindo uma minoria no PSB estadual. Nas coxias, esse posicionamento de Carreras é visto como uma forma de atender os anseios do eleitorado da capital, que tem menos simpatia pelo ex-presidente Lula.



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