quarta-feira, 25 de julho de 2018

Infectologista do HDM/IMIP de Petrolina explica virose denominada mão-pé-boca

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções
Recentemente, através do noticiário local, as famílias petrolinenses foram informadas sobre um possível surto da virose conhecida como mão-pé-boca. Por isso, alguns pais estão um pouco tensos com a volta às aulas que acontecerá em breve. Para ajudar a sanar as dúvidas sobre a doença, o médico infectologista do Hospital Dom Malan/IMIP, Washington Luís, esclareceu alguns pontos.
Para começar é preciso explicar a síndrome. A doença mão-pé-boca (HFMD, sigla em inglês) é uma enfermidade contagiosa causada (geralmente) pelo vírus Coxsackie, da família dos enterovírus. É altamente contagiosa e ocorre mais frequentemente em crianças com menos de 5 anos, podendo acontecer também em adultos.
A infecção provoca uma espécie de bolinhas avermelhadas que pipocam rápido e podem coçar nas regiões do corpo que a batizam. Febre alta e sintomas respiratórios também podem ocorrer.

Na maioria dos casos, a doença é branda e benigna, que desaparece espontaneamente após alguns dias sem causar nenhum tipo de complicação. Mas, é preciso ficar de olho, como orienta Washington.
“Geralmente nos dias que antecedem o surgimento das lesões a criança tem febre alta. Depois podem aparecer manchas vermelhas na boca, amídalas e faringe. Em seguida, a erupção das bolhas em geral, nas palmas das mãos e na planta dos pés, podendo ocorrer também nas nádegas e região genital”, esclarece.
Por conta dos sintomas a criança pode ter dificuldade para engolir, perda de apetite, vômito, mal-estar, diarreia e dor de cabeça. A complicação mais comum costuma ser a desidratação. As mais graves estão ligadas à miocardite, meningite ou encefalite.
A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. Não existe vacina contra a doença.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. Em alguns casos, os exames de fezes e a sorologia (exame de sangue) podem ajudar a identificar o tipo de vírus causador da infecção.
“Em geral, a doença regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático com antitérmicos e anti-inflamatórios.  Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves”, ressalta o infectologista.
O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta. É importante que a criança doente não vá à escola ou à creche durante o período mínimo de 7 dias para não contaminar outros colegas.
Para ajudar na prevenção é bom reforçar a higiene, com a lavagem constante das mãos e uso de álcool gel. Ao chegar em casa da escola, o ideal é já tirar o uniforme e, se possível, tomar banho ou realizar uma boa limpeza de rosto e mãos. “A avaliação médica é fundamental. Na dúvida, busque sempre um serviço de saúde”, finaliza.
Inf. Waldidey Passos

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