sexta-feira, 27 de julho de 2018

Advogados eleitorais de Lula entram em atrito e uma possível candidatura do ex-presidente pode ir por água abaixo


Para quem quer ser presidente pela terceira vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já estava em situação bastante complicada: condenado na Operação Lava Jato, preso e, em tese, inelegível. Agora, a três semanas do início da campanha eleitoral, o ex-presidente lida também com problemas justamente entre aqueles que escolheu para reverter este quadro na Justiça.
Além do já conhecido embate entre Cristiano Zanin Martins e o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Sepúlveda Pertence, advogados que tentam tirar Lula da cadeia, há relatos também de divergências entre Luiz Fernando Casagrande Pereira, consultor de direito eleitoral da candidatura de Lula, e o ex-ministro Eugênio Aragão, advogado do PT.
Zanin, Pertence e Pereira não quiseram comentar o assunto. José Roberto Batochio, que trabalha com Zanin e Pertence, também optou por não falar. Aragão, por sua vez, disse ser normal que haja “problemas de comunicação” ocasionais em uma equipe grande, mas afirmou que o trabalho está sendo feito em conjunto.
“Fogo amigo”: o começo de tudo


Os atritos vieram a público no fim de junho, quando Pertence entrou com um pedido de prisão domiciliar para Lula e, em seguida, Zanin negou que a defesa do ex-presidente quisesse fazê-lo. Segundo informações da UOL, Lula seria contra a contra a ideia, pois enfraqueceria o discurso de que é inocente no chamado caso do tríplex.
Dias depois, a Folha de S. Paulo noticiou que Lula recebeu uma carta de Pertence na qual o ex-ministro do STF demonstrou sua insatisfação com o andar da defesa. A crise passou até por um grupo de WhatsApp com dezenas de advogados, em que Eduardo, um dos filhos de Pertence, fez críticas a Zanin. Sem citar nomes, Zanin criticou o “fogo amigo” e saiu do grupo.
Na semana passada, Pertence fez uma visita de quase três horas ao ex-presidente. O advogado deixou a sede da Polícia Federal em Curitiba dizendo que Lula pediu alguns dias para “buscar uma solução”. O ex-presidente não teria aceitado a ideia de dividir funções entre os advogados, com Pertence dedicado apenas aos tribunais superiores.
Zanin atua na defesa de Lula desde o começo da Lava Jato. Ele é genro e sócio de Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente há décadas. Sepúlveda Pertence também é amigo de Lula há muitos anos. Passou a integrar a defesa no começo do ano, depois que Lula foi condenado em segunda instância no caso do tríplex, para reforçar a equipe nos recursos ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF.
Recentemente, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) também foi nomeado como advogado de Lula. A medida foi uma forma de facilitar o acesso de Haddad, responsável por coordenar o programa de governo do PT, ao ex-presidente. Como advogado, Haddad pode visitar Lula quando quiser. (Com informações da Uol)

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