segunda-feira, 14 de maio de 2018

Eleições 2018: Candidatos terão de se esforçar para conquistar confiança do eleitor


Em um cenário imprevisível para as eleições deste ano, os pré-candidatos à Presidência da República precisam romper a barreira da descrença do eleitor. A luta para conquistar uma parcela da população que veem os políticos  como inimigos deve ser árdua até outubro. O aumento dos votos não-válidos nas últimas eleições demonstra que muitos caciques estão ameaçados em seus estados.

Em 2014, os votos nulos e brancos aumentaram em relação às eleições anteriores. O número de brasileiros que se abstiveram de votar no primeiro turno chegou a 19,4%. Os votos nulos ficaram em 5,8%, enquanto aqueles que optaram pela tecla “em branco” alcançou 3,8% — maior índice dos quatro pleitos anteriores.

Os números têm um recorte por unidades federativas. O estado com maior abstenção, na eleição passada, foi o Maranhão, com 23,6%, seguido pela Bahia, com 23,2%. A menor foi no Amapá, com 10,4% , seguida pelo Distrito Federal, com 11%. Quando comparado por regiões, o Nordeste fica na frente, com 20% de abstenções; seguido pelo Norte, com 19,8%; pelo Sudeste, com 19,7%; pelo Centro-Oeste, com 18,7%; e pelo Sul, com 16,7%.
Um levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 2010, mostra que as abstenções, não só podem tirar a legitimidade dos representantes eleitos, como também causam prejuízo ao país. Naquele ano, as perdas atingiram R$ 195,2 milhões, considerando o primeiro e o segundo turnos. Isso porque toda a organização e a estrutura são montadas para receber um número específico de eleitores, aptos a votarem. Então, se um número grande de pessoas se abstém, parte do valor gasto é desperdiçado.
A cada eleição é calculado o custo médio do voto no Brasil para cada turno, de acordo com as pessoas aptas a votarem (veja quadro). Se os brancos e nulos forem computados, há ainda um acréscimo nessas perdas. Segundo o órgão, a abstenção traz prejuízo “retroativo”, já que o custo do voto que foi empregado por eleitor não foi aproveitado.
A relação entre os números, no entanto, não é tão simples. Segundo o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, há a necessidade de se averiguar todas as justificativas para que esse alto número ocorra. Os dados apresentados pelo TSE não discriminam as justificativas. No caso do Nordeste, por exemplo, a alta pode ter ocorrido pela elevada migração dos nordestinos para a Região Sul. “Eles migram e não dão baixa no título de origem. Outro fator é a expectativa de vida, que é mais baixa. Já o índice de mortalidade é mais alto por lá, e pode ter eleitor que já morreu, cujo registro ainda não foi dado baixa no cartório”, justifica.
Descrença
No entanto, ainda assim, não se pode negar a descrença de parte da população com as eleições. Segundo Fleischer, se houver resistência dos eleitores e aumentar o número de votos não-válidos, um candidato pode, por exemplo, perder em uma região que sempre ganhou. “Alguém que sempre se elegeu pode até perder por causa dos votos brancos, dos nulos e das abstenções. As pesquisas de opinião mostram isso”, diz. Para o professor, a tendência é de que os votos não-válidos aumentem este ano pela descrença. “Sem Lula, as pesquisas mostram que o número de votos em branco subiria até 23%. É claro que há outros candidatos firmes, mas, agora, sem Joaquim Barbosa também, a tendência é de que isso aumente ainda mais”, avalia. (Fonte: DP/Correio Braziliense)
*Carlos Britto

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