segunda-feira, 14 de maio de 2018

Confira a programação de hoje: Aniversário de Emancipação Política de Ouricuri-PE


Ouricuri é um município do estado de Pernambuco, no Brasil. Localizado no sertão pernambucano, ocupa uma área de 2 373,9 km² e representa 2,25% do Estado de Pernambuco. A sede do município tem uma altitude aproximada de 451 metros e coordenadas geográficas de 07°52’57 de latitude sul e 40°04’54 de longitude oeste, distando 620,6 quilômetros da capital. O município possui uma malha rodoviária privilegiada, sendo cortado pelas rodovias BR-316 e BR-122, ocupando posição central e de destaque na Região de Desenvolvimento do Araripe.
Atualmente, Ouricuri abastece pelo menos outras oito cidades da região (composta de 10 municípios) em bens e serviços, sendo sede de importantes instituições governamentais, bancárias e fiscais, e atraindo centenas de pessoas todos os dias. O município é formado pelos distritos Sede (Ouricuri), Barra de São Pedro, Santa Rita, Extrema, Cara Branca, Jacaré, Jatobá, Vidéu, Lopes e Agrovila Nova Esperança.

História

Toda a região do atual sertão nordestino era ocupada, até a chegada dos europeus no século XVI, por povos indígenas não tupis, os chamados tapuias. Ao longo de todo o período colonial, esses povos foram sendo exterminados através de doenças novas trazidas pelos europeus, guerras, escravização e aldeamentos missionários.[8]
Os primeiros registros sobre a região datam do século XIX, mencionando uma extensa fazenda de gado de propriedade de dona Brígida Alencar. Partes desta fazenda foram vendidas ao casal João Goulart. Este casal fixou residência em uma região onde o pasto era mais abundante para o gado e denominaram esta região de Aricuri.
Em 1839, o juiz da Comarca de Boa Vista, Alexandre Bernardino Pires, fixou residência na região, fugindo de um surto de malária (doença esta chamada popularmente de “carneirada”). Em 5 de abril de 1841, o padre Francisco Pedro da Silva, oriundo da cidade de Sousa, no estado da Paraíba, comprou terras de dona Brígida a fim de erguer uma capela em homenagem a São Sebastião. Ao transferir a propriedade, o padre mudou o nome para Ouricuri, nome de uma palmeira. Assim, o desenvolvimento do povoado ocorreu pelas atividades agropecuárias e em torno da capela.

Em 30 de abril de 1844, foi criado o distrito, que foi elevado à categoria de vila em 1849. Em 1893, tornou-se município autônomo. Em 14 de maio de 1903, foi elevado à categoria de cidade.[9]
A Terra dos Voluntários da Pátria[10]
A guerra do Paraguai rebenta em novembro de 1864 com a invasão da Província de Mato Grosso pelos paraguaios, dirigidos pelo general Francisco Solano Lopes, trazendo inquietação ao imperador dom Pedro II. Contando com um contingente militar pequeno e a Guarda Nacional formada por pessoas despreparadas que viviam das honrarias do cargo, o imperador necessitava de defender o território nacional. Pelo decreto imperial 3 371, de 7 de janeiro de 1865, o imperador criou, então, os corpos de voluntários que seriam formados no território brasileiro congregando homens que, voluntariamente, se incorporariam às forças armadas brasileiras no teatro de guerra (embora no princípio tenha havido adesão realmente voluntária, com o decorrer da guerra aumentou o número de recrutamentos forçados).[11]
Coube, ao então deputado provincial padre Francisco Pedro da Silva, a incumbência de reunir, em Ouricuri, pessoal para defender o Brasil na guerra contra o Paraguai. O decreto de convocação foi divulgado amplamente nos sertões de Pernambuco e Piauí. Aberto o alistamento militar, foram inscritos 408 homens.
(…)
Dos 408 integrantes, pouco mais de 40 retornaram ao torrão natal: entre estes, vários mutilados. Os outros, cerca de 368, ficaram no túmulo do soldado desconhecido, mortos em combate ou atingidos pelo cólera que grassara nas tropas, provocando grandes baixas.
Com a volta dos voluntários a Ouricuri, ao passarem pelo Rio de Janeiro, dom Pedro II entregou, ao comandante tenente-coronel Felipe, a bandeira do batalhão, na qual fora bordada a seguinte inscrição: “7º Batalhão de Voluntários da Pátria de Ouricuri”. Essa bandeira, homenagem ao município, foi depositada no altar de São Sebastião, na Igreja Matriz, guardada por muito tempo pelo vigário comendador Francisco Pedro e, após sua morte, pelo coronel Anísio Coêlho. Essa bandeira, por intermédio de Mário Melo convencendo o interventor Carlos de Lima Cavalcanti, encontra-se no Museu do Estado de Pernambuco como relíquia histórica. A bandeira é um patrimônio da Igreja Matriz de Ouricuri, infelizmente exposta no Museu do Estado de Pernambuco.
Inf. Ouricur em foco

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