No período de janeiro a setembro de 2017, a rede municipal de saúde de Petrolina atendeu 208 adolescentes grávidas. O número chama atenção para o debate sobre esse tema e ressalta a importância da educação sexual em casa e nas escolas.


Na última semana, um relatório das Nações Unidas registrou 65 gestações para cada mil meninas de 15 a 19 anos, entre 2006 a 2015, no Brasil. Entretanto, segundo dados da Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES), entre 2005 e 2015 o estado teve uma redução nos casos de mães adolescentes, saindo de 36.299 casos para 29.844.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o período da adolescência vai dos 10 aos 19 anos. Nos dados divulgados pela Secretaria de Saúde de Petrolina, das 208 adolescentes registradas, 17 delas têm entre 10 e 14 anos. Outras 191, estão com idades entre 15 e 19 anos.

Ainda segundo a secretaria, atividades preventivas são feitas com os adolescentes através da distribuição de preservativos e anticoncepcionais, além de palestras educativas nas AMES e em escolas pelos profissionais de saúde do município.

Sobre sexualidade, o Ministério da Educação (MEC) é bem claro ao recomendar a melhor forma de educar: “A escola deve informar e discutir os diferentes tabus, preconceitos, crenças e atitudes existentes na sociedade”. Em Petrolina, segundo a secretaria de educação, o tema é trabalhado dentro do conteúdo de ciências, obedecendo as diretrizes do MEC. Não há uma disciplina específica para trabalhar o tema.

Os familiares também exercem um papel importante nas ações preventivas. “Pais costumam pensar que se falarem no assunto com os filhos isso despertará neles uma prática sexual precoce. O que ocorre é justamente o contrário: quando há conversa e informações de forma natural, o adolescente torna-se capaz de evitar situações desfavoráveis a ele e passa a ficar protegido”, afirma a sexóloga Walkíria Fernandes.


(Reprodução/Waldiney)