sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Petista diz que dinheiro do Fundo é representa um “custo alto” para o eleitor, mas não é suficiente para bancar os gastos das campanhas

O deputado Vicente Cândido (PT), que foi o relator dos projetos da reforma política na Câmara Federal, disse em Brasília nesta quinta-feira (5) que o dinheiro do fundo eleitoral aprovado na véspera pelos congressistas representa um “custo alto” para o eleitor, mas não é suficiente para bancar os gastos das campanhas.

Segundo ele, “o Fundo é muito pra quem vai pagar, que é o povo brasileiro, mas é pouco pra quem vai receber (os candidatos). Porque o sistema atual não combina nem com financiamento público nem tampouco com privado. Se resolvesse com o privado, não teria havido a Lava Jato. O que tem que se mudar é o sistema de votação. Ou muda o sistema e baixa o custo da campanha, ou será crise permanente com dinheiro público ou privado”, disse ele.


Inicialmente, a reforma política na Câmara previa a mudança do sistema eleitoral, a partir de 2022, para o voto distrital misto, com transição pelo voto majoritário para as eleições proporcionais até 2020 e a instituição do financiamento público de campanha. Mas a PEC foi rejeitada pela maioria dos deputados.

Só sobrou da reforma, além do Fundo, a PEC que proíbe coligações partidárias a partir de 2020 e estabelece uma cláusula de desempenho a partir de 2018.

Inaldo Sampaio

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