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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

PE: obra da Hemobrás parada; prejuízo de R$ 800 milhões

Parte dos equipamentos está embalada no improviso do lado de fora da construção (Foto: Reprodução/TV Globo)
 Por Bruno Grubertt, TV Globo

A Paralisação das obras de construção da fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, tem dado um prejuízo de R$ 800 milhões por ano ao governo federal. Esse é o valor que vem sendo gasto na compra no exterior de remédios para tratamento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que têm alguma doença do sangue, medicamentos que poderiam estar sendo produzidos no estado. 

Foi para tentar diminuir essa dependência que o governo criou, em 2005, a Hemobrás, uma estatal com capacidade pra recolher o plasma sanguíneo que não é usado nos hospitais para produzir nacionalmente os medicamentos derivados de sangue humano. Com investimento federal, a fábrica começou a ser construída em 2010 e a obra deveria ter ficado pronta 2016.


No entanto, apenas o setor que recebe e armazena as bolsas de plasma está funcionando. A construção está parada desde novembro de 2016 após o Tribunal de Contas da União recomendar que o contrato com a empreiteira fosse cancelado depois de encontrar irregularidades na obra.
O consórcio que trabalhava na construção deixou para trás galpões cheios de material. São salas, laboratórios e depósitos prontos ainda não têm serventia. Apenas uma parte dos equipamentos foi instalada e a outra está debaixo de um depósito de lona ou embalada no improviso do lado de fora do local.

A obra e a compra de equipamentos já consumiram quase R$ 1 bilhão. Em 2015, uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal descobriu desvio de dinheiro em benefício dos gestores da Hemobrás. A diretoria foi afastada depois de uma decisão da Justiça. Os novos diretores trabalham em um levantamento para acertar as contas com a construtora, para, em seguida, poder contratar outras empresas para retomar as obras.

“A partir dos contratos repactuados e dos investimentos garantidos, cinco anos é o tempo que a gente estima para que a transferência seja garantida”, afirma Antônio Edson de Souza Lucena, gerente de Transferência de Tecnologias e Processos da Hemobrás. Segundo o gestor, esses contratos ainda não foram repactuados.



Inf. Magno

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