Pelo visto os vários escândalos de corrupção eclodidos no Brasil com as delações premiadas (prêmios apenas para bandidos de colarinho branco), que deveriam instigar um cada cidadão brasileiro o sentimento de honestidade, não foram relevantes o suficiente para nortear a atitude daqueles que se colocam acima da lei, muito pelo contrário, não somente na política, o que se evidencia cada vez mais é a falta de escrúpulo por parte de quem deveria dar exemplo.

Não somente na política mesmo! Na noite desta quarta-feira (28), infelizmente fomos apunhalados no peito com a pior das atitudes humanas (a covardia). O que deveria ser uma festa do futebol se transformou na vitrine da vergonha. Fizeram da final do campeonato pernambuco um penico. Usaram de todas as manobras possíveis para desestabilizar um “inofensivo” time do Sertão: postergaram uma partida final por mais de mês para quebrar o ritmo de jogo da equipe do Carcará; empurraram pela frente com o aval da Federação Pernambucana de Futebol o tempo necessário para a saída de Valdeir, um dos principais nomes do Salgueiro, que se transferiu para o Desportivo Aves, de Portugal; recorreram à justiça para proibir uma simples buzina no estádio, recurso acatado pelo Excelentíssimo  Senhor Desembargador José Fernandes de Lemos, que em uma de suas mais sábias decisões, atendeu ao requerimento do Sport e concedeu a antecipação de tutela do pedido formulado pelo clube rubro-negro pela proibição dos instrumentos nos jogos entre Sport e Salgueiro disputados em Pernambuco (decisão inédita no país). Como se não bastasse,  o árbitro Wilton Pereira Sampaio deu o tiro de misericórdia (não sabemos em troca de que), ao anular um gol legítimo após uma cobrança de escanteio, mesmo utilizando o recurso de vídeo que comprovou a legalidade do intento, o árbitro deu tiro de meta, sepultando de vez a honestidade em uma partida de futebol no campeonato pernambucano.

Apesar de todas essas evidências, o título foi comemorado pelo Leão no Sertão. Mesmo sem rugir, com o rabo entre as pernas o leão saiu de fininho de volta ao berço eterno do protecionismo e da perpetuação à frente da federação de quem precisa se mostrar promíscuo para garantir assento no trono da idolatria.

Parabéns Sport! Mas tinha que ser assim?

(Com Inf. Blog do Waldney Passos)