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domingo, 25 de junho de 2017

64º Festa dos Vaqueiros de Curaçá – Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia


 
 
Será realizada no primeiro final de semana de julho, a 64ª edição da Festa dos Vaqueiros de Curaçá, norte da Bahia. O evento é a principal manifestação cultural da cidade. Em Janeiro desse ano, uma vitória importante foi comemorada com o Projeto de Lei nº 13.691/2017, sancionado pelo Governador Rui Costa, que declara a Festa dos Vaqueiros Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia.


O início da festa se deu em 1953 e nesses 64 anos de existência, o tributo a figura do vaqueiro reflete a sua importância do ponto de vista cultural, econômico e religioso. É também uma forma de homenagear centenas de guerreiros que com muita garra fundaram e marcaram a história de Curaçá, pelo trabalho prestado, pela devoção e ainda pela relação com o meio ambiente no qual ele conhece, habita, transforma e produz o sustento para si e toda família.

Quando a Festa dos Vaqueiros se torna Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia, uma série de atividades que formam esse acervo cultural, marcado pela figura do vaqueiro, é favorecida e valorizada. Primeiro, a culinária que em torno da carne de bode, carne produzida exclusivamente pelo vaqueiro em fundo de pasto ou em fazendas do município, alimenta com fartura toda a população. Segundo, a religiosidade que permite reconhecer e parabenizar as rodas de São Gonçalo, os reisados, a marujada e a missa do vaqueiro, expressões de fé que acontecem durante todo o ano. E terceiro, o artesanato que reunirá dezenas de artesãos e artesãs com diferentes habilidades, dentre eles os artesãos do couro, responsáveis em produzir o gibão, perneira e o chapéu de couro, maior símbolo que representa e que veste o vaqueiro.

Ainda é preciso salientar a questão econômica, pela grande presença de turistas, políticos e religiosos que vem ao município prestigiar e consumir os produtos e os serviços prestados durante os festejos que movimenta, consideravelmente, a economia do município.

No desfile, momento em que o homenageado expõe o seu cavalo, companheiro inseparável e amigo de todas as horas, utilizando as suas vestias de couro, é a vez da comunidade sair de suas casas para aplaudir os verdadeiros heróis do sertão. São avós, pais e filhos, mulheres, lideranças, indígenas, quilombolas e políticos desfilando com grandeza e demostrando ali o amor para com seus animais e a profissão deixada pelos seus ancestrais. Nessa 64ª edição, a festa celebrará e honrará um patrimônio que é de Curaçá e de toda a Bahia.⁠⁠⁠⁠

(Inf. Edenevaldos Alve)  

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