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sábado, 27 de maio de 2017

Ministro diz que fica no cargo e abre crise no PSB

Valter Campanato/Agência Brasil
Ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB-PE), decidiu peitar a direção nacional da legenda e permanecer à frente da pasta no governo Michel Temer; "A saída do ministério, como orienta meu partido, não contribui para a construção de saída da crise que enfrentamos. A melhor contribuição que posso dar ao país é o meu compromisso com a missão que me foi atribuída. Por isso, permaneço no ministério", disse o ministro em nota; decisão foi tomada um dia após o ministro virar alvo do Conselho de Ética do PSB pelo fato de, junto com outros 12 parlamentares da legenda, ter votado a favor da reforma trabalhista na Câmara, contrariando uma decisão da direção socialista

 O ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB-PE), decidiu peitar a direção nacional da legenda e permanecer à frente da pasta no governo Michel Temer. "A saída do ministério, como orienta meu partido, não contribui para a construção de saída da crise que enfrentamos. A melhor contribuição que posso dar ao país é o meu compromisso com a missão que me foi atribuída. Por isso, permaneço no ministério", disse Fernando Filho por meio de nota.

Decisão foi tomada um dia após o ministro virar alvo do Conselho de Ética do PSB pelo fato de, junto com outros 12 parlamentares da legenda, ter votado a favor da reforma trabalhista na Câmara, contrariando uma decisão da direção socialista.

Fernando Filho disse que sua decisão foi tomada após escutar a bancada do PSB no Congresso Nacional, que foi responsável por dar o aval de sua ida para o ministério após a direção nacional ter se posicionado contra ocupar cargos no governo Temer. O PSB, que agora faz oposição a Temer, apoiou o golpe parlamentar que depôs a presidente eleita Dilma Rousseff.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, já havia adiantado que caso o ministro não deixasse o cargo, levaria o caso até "as últimas consequências", ou seja, a expulsão do correligionário dos quadros do partido.

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