A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou uma audiência pública quarta-feira (8), na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), para justificar o índice de revisão tarifária proposto pela entidade para as contas dos pernambucanos.
Conforme anunciado no mês passado, os clientes residenciais da Celpe terão um reajuste de 2,37% a partir de 29 de abril, enquanto as indústrias devem pagar 1,28% a menos.
Atualmente, o preço do kWh é R$ 0,44. Com a proposta, deve ir para R$ 0,45. O valor não leva em consideração os impostos, que hoje representam cerca de R$ 0,63 por kWh. Não existe um valor fixo pago pelo MWh, segundo a Celpe.
Diretor da Aneel, André Pepitone explicou que a revisão tarifária é feita a cada quatro anos com base nos investimentos feitos pela concessionária no período. “Fazemos um grande debate com a sociedade para definir os índices de remuneração adequada por serviços prestados e por investimentos prudentes feitos na área de concessão”, explicou.
São levados em consideração itens como a compra da energia das distribuidoras, a transmissão, a distribuição, os encargos e tributos pagos pela companhia, entre outros. Investimentos na expansão do sistema, modernização e substituição de equipamentos também entram na conta.
“Fiscalizamos todos esses investimentos por meio de informações prestadas”, disse. Em Pernambuco, esse trabalho é feito em parceria com a Agência Reguladora do estado (Arpe), através de notas fiscais apresentadas pela Celpe que justifiquem os investimentos. O martelo sobre o reajuste será batido no dia 25 de abril.
(Diário de Pernambuco)