terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Médico psiquiatra fala dos efeitos e riscos do produto químico usado como droga


O anti respingo de solda é um produto químico muito utilizado na indústria, ele é antiaderente, como a funcionalidade de tirar graxas. No entanto, é comum ver esta substância ser utilizada em bailes funks e festas como drogas, o produto pode ser inalado ou misturado à bebida. O médico psiquiatra Luís Guilherme Coelho Buchianeri explica um pouco sobre os efeitos deste entorpecente ao organismo humano. 

De acordo com Luís Guilherme, a droga é utilizada como um substituto do lança-perfume no mercado das drogas, pois é mais barato e causa efeitos de saciedade muito mais rápido do que com a popular substância sintética. 

"O anti respingo de solda funciona como um ‘genérico’ do lança-perfume, é muito mais barato, no Mercado Livre é comum encontrar por até R$ 30,00 ao contrário da outra droga que costuma ser de R$ 150,00, o anti respingo é uma substância muito perigosa, sendo fácil de encontrar em lojas de materiais de construção também", destaca. 

O profissional da saúde explica que o anti respingo é uma substância química que possui em sua fórmula o tricloro etileno que é uma solvente industrial, cuja funcionalidade é desengordurar peças metálicas, além servir também como ingrediente em adesivos, líquidos para remoção de pinturas e para corretores de escrita. 

O anti-respingo de solda causa muita euforia e ansiedade entre os usuários, o efeito do alucinógeno é passageiro, pois a duração é de segundos, chegando ao ápice em dois minutos. Desse modo, as pessoas tomam misturados as bebidas alcoólicas ou inalam muitas vezes, pois a eficácia é passageira. 

"O usuário acha um barato esta droga, pois fica eufórico, dá uma sensação de que está anestesiado. Entretanto, os efeitos colaterais são gravíssimos, pois pode haver parada respiratória, surtos psicóticos, quadros de depressão, perda de raciocínio, comprometimento renal e do fígado, por exemplo. O anti respingo de solda é considerado o ‘crack’ das drogas sintéticas", diz. 

Segundo o médico, esta droga está no mercado desde 2007, mas começou a se expandir em 2011 e agora não está somente em festas raves e bailes funks, o seu consumo é exacerbado. 

"Antes de virar uma droga popular, o anti respingo causava certa dependências de funcionários de fábricas somente pelo fato de inalar a substância. Diante disso, os profissionais das indústrias passaram a trabalhar de modo que o contato com a substância não cause danos ao organismo, com proteção específica", disse. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) não possui uma regulamentação quanto ao anti respingo de solda, no entanto a venda é proibida para menores de dezoito anos. 

Doutor Luís Guilherme


Redação AssisCity
(Arquivo/Reprodução)



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