segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Após chacina, Dilma condena cultura do ódio contra mulheres


Adrián Escandar
A presidente eleita e deposta pelo golpe parlamentar de 2016, Dilma Rousseff, condenou nesta segunda-feira 2 o discurso de ódio e violência contra as mulheres e defendeu o fortalecimento da política de direitos humanos depois da chacina que matou 12 pessoas em uma festa de reveillón em Campinas, interior de São Paulo. 

O crime foi cometido pelo técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, 46, contra a ex-mulher, o filho e mais 10 pessoas da família. Antes da chacina, ele expôs seu ódio às mulheres, a quem chamou de "vadias", em cartas que foram enviadas a amigos. Ele chamou Dilma de vadia e disse que as mulheres se beneficiam da "lei vadia da penha".

"A misoginia mata todos os dias. Matou Isamara Filier, uma criança, outras oito mulheres e três homens. É intolerável que o machismo encontre eco no pensamento conservador e justifique o feminicídio", publicou Dilma Rousseff no Twitter. "O momento é de fortalecer a política de direitos humanos para defender as mulheres da cultura do ódio e da violência pelo fato de serem mulheres", acrescentou.

Ela também ressaltou que "devemos defender com firmeza a Lei Maria da Penha e fazer valer a Lei do Feminicídio para que a impunidade não seja mais escusa para novas mortes".

Mais cedo, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) atribuiu a chacina de Campinas à ideologia do ódio. "Quando idiotas repetem ataques contra Direitos Humanos, criam monstros como esse assassino de Campinas", disse a petista. O PT também divulgou uma nota contra o discurso de ódio que motivou crimes nos últimos dias (leia aqui).

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