o grande vencedor da noite foi o rapper juazeirense Euri Mania, que ousou na inventividade poética e sonora com o rap "Nordestinias" e foi aclamado tanto pelo público quanto pelos jurados./ Foto: Ascom
o grande vencedor da noite foi o rapper juazeirense Euri Mania, que ousou na inventividade 
poética e sonora com o rap “Nordestinias” e foi aclamado tanto pelo público quanto pelos
 jurados./ Foto: Ascom
A noite de sábado, 5,  foi marcada por fortes emoções durante a finalíssima do Festival Edésio Santos da Canção 2016, que em sua 19ª edição continua revelando novos talentos e proporcionando grandes encontros entre diferentes gerações da música sanfranciscana e nacional.

O prefeito Isaac Carvalho, acompanhado do prefeito eleito Paulo Bomfim e secretários municipais, prestigiou o evento. No palco montado ao lado do Vaporzinho e às margens do Velho Chico passaram intérpretes veteranos e estreantes. Defendida pela experiente cantora Raquel Wesley, a música “Meu Deus, Ai que Dó”, do compositor Sérgio Murilo, ficou com o prêmio de Melhor Música Local, levando R$ 5 mil e o troféu Serpente da Ilha do Fogo.

A jovem cantora petrolinense Andréa Vitória, de 15 anos e participante do último The Voice Kids, estreou no Edésio Santos arrebatando o prêmio de Melhor Intérprete com a canção “Calmaria da Noite”, dos juazeirenses Manuca Almeida e Silas França, levando R$ 3 mil e o troféu Varpozinho. A mesma canção ficou com o segundo lugar geral ganhando R$ 8 mil e o troféu Pescador Eronildo de Souza.

Já a também petrolinense Fabiana Santiago ajudou a canção “Redemoinhos”, do compositor mineiro Zebeto Côrrea, a conquistar o terceiro lugar, R$ 6 mil e o troféu Nego D’água. Numa edição marcada pela diversidade musical desde as eliminatórias, o grande vencedor da noite foi o rapper juazeirense Euri Mania, que ousou na inventividade poética e sonora com o rap “Nordestinias” e foi aclamado tanto pelo público quanto pelos jurados.

O artista ganhou o prêmio Júri Popular mais R$ 1 mil e o troféu Carranca do São Francisco, além de Melhor Música do Festival Edésio Santos da Canção, ficando com a premiação máxima de R$ 10 mil e o troféu Lavadeira Judite Ferreira. “Essa conquista tem uma importante simbologia porque estamos dizendo que é possível a cultura do gueto conquistar novos espaços. Demos o recado e graças a Deus todos entenderam bem”, avaliou Euri.

Entusiasmada, a professora Kátia Andrade elogiou o Festival. “A cada ano melhora mais. Tanto os artistas da terra quanto os que vêm de fora mostraram que a música brasileira é muito rica e temos talentos diversos. A Prefeitura está de parabéns por investir nesse importante projeto cultural para Juazeiro”, elogiou.

Evento foi encerrado com shows de Cantadores e de Juliana Ribeiro

“Nós representamos a verdadeira música sertaneja porque cantamos as raízes do sertão”, disse o cantador Xangai momentos antes de subir ao palco, emendando em seguida.  “Cantar em Juazeiro neste importante Festival Edésio Santos, e ainda mais aqui do ladinho deste maravilhoso rio que tanto nos encanta e inspira, é um presente o qual eu sonhava um dia receber e hoje está se realizando”.

Xangai, Maciel Melo, João Sereno e Maviael Melo recitaram poesia e cantaram sucessos das respectivas carreiras. O público cantou junto relembrando os grandes encontros de cantadores ocorridos nas décadas de 1980 e de 1990. Já era madrugada quando a cantora soteropolitana Juliana Ribeiro brindou os presentes com o seu inspirado repertório de três séculos de canção envolvendo a plateia em ritmos como Lundu, Coco, Jongo, Maxixe, Sembas Angolanos, Batuque e o ancestral Samba-de-Roda que contagiou a todos numa grande roda de umbigada, encerrando a edição 2016 do FESC com boas energias e muita dança.

“Parabenizamos a todos os que participaram nos dando a oportunidade de conhecer uma excelente produção musical realizada por músicos independentes. A grande quantidade de pessoas que vieram prestigiar o evento mostra que estamos no caminho certo investindo e valorizando a nossa cultura. Tenho certeza de que continuará melhorando nos próximos quatro anos”, frisou o secretário de Cultura Donizete Menezes.

Ascom