“O Secretário de Administração (SAD) do Estado negociou com o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco) o estabelecimento de um cronograma de reajuste salarial com os agentes de polícia e correlatos até 2018, só que deixou os peritos de fora. Nós também fazemos parte da Polícia Civil”, contestou Enock José dos Santos, presidente da categoria. Na época, o vice-presidente do Sinpol, Rafael Cavalcante, explicou que a negociação realizada no dia 21 de outubro deste ano não contemplava os cargos de delegados, peritos criminais e médicos legistas.

O presidente do associação explicou ainda que, atualmente, 113 peritos criminais compõem o quadro de funcionários da classe, quando 270 profissionais deveriam atuar nos quatro ICs do Estado localizados no Recife, Caruaru, no Agreste, além de Salgueiro e Petrolina, no Sertão. “Estamos trabalhando como se estivéssemos tapando buraco. Com essa quantidade, estamos nos esforçando para cumprir as obrigações, mas o estado está com a quantidade de pessoal defasada”.

Apesar da paralisação, segundo Enock, alguns peritos vão atuar para liberar os corpos nos três IMLs localizados no Estado. “O Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco) estipula uma quantidade de corpos para serem liberados, acredito que seja por volta de seis por dia. Mesmo assim, alguns vão demorar para sair, caso entre uma grande quantidade. Nesse caso, não seria uma paralisação total”, explicou. Outra assembleia está marcada para ocorrer por volta das 19h desta quarta-feira, quando Milton Coelho, secretário de Administração do Estado, deve se reunir com a categoria. Antes da reunião, o presidente da classe vai entrar em contato com o secretário para ajustar alguns pontos. “Se a gente perceber que o secretário não vai nos chamar, a categoria vai radicalizar”, destacou.

Denúncia
Em denúncia ao blog Ronda JC na última sexta-feira (11), funcionários do IML denunciaram o descaso na instituição. Segundo os profissionais, os trabalhos são realizados sem as luvas de proteção, arriscando a própria saúde. Inclusive, o material era emprestado pelo Hospital da Restauração. Além disso, eles ainda alegaram que os corpos eram “jogados” dentro da viatura do IML. As sacolas também não são apropriadas para a preservação do cadáver, usando lençol cedido pelas pessoas na rua. A SAD se comprometeu em enviar nota sobre possível reajuste dos dos trabalhadores e melhoria das condições de trabalho.
Com informações do jconline.