quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Médico Neurologista fala com detalhes sobre morte do jovem Lucas, aluno da Facape

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José Carlos Mora não descarta possibilidade da morte ter sido causada pela contaminação do Virús H1N1, mas afirma que não há motivo para pânico.
Conforme prometemos trazemos mais informações sobre a morte do jovem Lucas dos Santos Souza, estudante da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), falecido repentinamente na noite de ontem. Em entrevista concedida ao repórter Marco Aurélio, Dr. José Carlos Moura, do Hospital Neurocárdio, Petrolina, médico responsável pelo atendimento do jovem Lucas explica com detalhes como tudo procedeu, confiram:

“Tivemos um caso fatal de uma infecção gravíssima, fulminante, por vírus, e esse vírus está para ser identificado, mas há uma grande possibilidade de ter sido pelo vírus H1N1, e uma das complicações dessa infecção é a miocardite fulminante, uma doença que vem com uma infecção desse vírus, afeta a parte respiratória e a parte hemodinâmica, ou seja, o funcionamento do coração, levando a uma parada cardíaca irreversível em menos de 24h, isso foi o que aconteceu lamentavelmente com o jovem de 26 anos, o Lucas. Ele veio de um congresso que fez em Belo Horizonte com mais de 2mil pessoas participando desse evento, também participou do jogo Brasil e Argentina, onde tinha um acúmulo grande de pessoas. Ele chegou de viagem bem, na segunda-feira, não tinha nenhum sintoma, passou a terça-feira bem e na quarta-feira, 4h da manhã começou com febre, dores inespecíficas no tórax, no abdômen e veio para o hospital às 7h da manhã, ele foi atendido, realizou os exames iniciais com raio x de tórax, exame de sangue, coleta de secreção da orofaringe, mas teve uma evolução fulminante que levou a óbito em menos de 12 horas do internamento. Esses exames confirmaram a presença de uma virose, cujo o vírus provavelmente seja do H1N1, o que ainda aguardamos confirmação. Geralmente precisa se fazer duas ou mais coletas para ter certeza, mas não deu tempo”.

Não há motivo para pânico
“É importante que a comunidade saiba que esse vírus hoje existe no Brasil e não só mais em viagens internacionais se contrai esse vírus, entretanto não há motivos para pânico, porque depende muito da resistência individual de cada ser, provavelmente o Lucas tivesse uma queda de imunidade e não tenha percebido e talvez tenha recebido a carga maior de um vírus, que pode até também ser um vírus atípico que também leva um quadro semelhante de morte em menos de 12 h de início da doença. Mas tranquilizo a comunidade que não há motivo para se pensar que vai surgir uma epidemia aqui dessa virose porque são casos isolados”.

Contato dos colegas com Lucas
“O vírus é transmitido pela secreção oral, mas ele está no meio do ambiente não necessariamente o H1N1, mas o vírus de uma maneira geral, e a gente se defende deles com a nossa própria imunidade. A orientação é que, quem teve um contato com o quadro suspeito como é o caso do Lucas, que essas pessoas fiquem em observação de 7 a 10 dias que é o mais ou menos o período de incubação desse vírus. Se nesse período surgirem quadros de febre e dores inespecíficas, procurar um serviço de saúde para fazer algumas investigações, mas se não aparecerem sintomas então não justifica um quadro ligado ao de Lucas, mas de outra infecção e que pode ser tratado em qualquer hospital, visto que todos os hospitais de Petrolina e Juazeiro tanto na rede pública como na rede privada, tem condições de tratar esses casos”.

Vacina
“Existe a vacina e existe uma medicação antiviral que é utilizada no mundo inteiro e tem mostrado bons resultados quando iniciado precocemente, por isso a gente alerta que caso surja algum sintoma de infecção nesse período de 7 a 10 dias, que se busque um hospital para fazer a investigação sempre falando que houve esse contado. A vacina foi distribuída no Brasil inteiro, principalmente para as pessoas que trabalham em serviços de saúde e pessoas mais vulneráveis, como idosos, diabéticos entre outros. Aqui no hospital todos os nossos colaboradores já foram vacinados contra o H1N1, essa vacina é distribuída pelo governo e que está sendo feito anualmente para todo esse público alvo”.

Resultado dos exames de Lucas
“Em média demora de 4 a 5 dias para se confirmar, porque as pesquisas diretas geralmente são negativas, normalmente se faz uma pesquisa mais demorada para se confirmar, no caso de Lucas a gente sabe que o material que foi colhido foi pouco, porque a evolução foi muito rápido, muitas vezes se faz 2 a 3 coletas da orofaringe para poder se conseguir um resultado positivo, mas o que foi colhido foi encaminhado e a vigilância sanitária e a epidemiologia de Petrolina já está toda em ação para que nos ajude em relação a confirmação ou não desse agente epidemiológico,”.

Em nota a Facape lamentou a morte de Lucas dos Santos Souza que cursava quarto período do curso de Gestão da Tecnologia da Informação e suspendeu aulas nesta quinta-feira, 17.

O enterro de Lucas aconteceu às 16 h no cemitério da cidade de sobradinho, BA.

(Ponto Critico)

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